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PF faz buscas em Linhares e prende prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário em operação contra esquema de corrupção em festas

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Eco da Fraude II, que resultou na prisão do prefeito de Pedro Canário, Kleilson Rezende, e do ex-prefeito Bruno Araújo. A investigação apura um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos relacionados à realização do tradicional Forró da Tábua Lascada, evento realizado no município em agosto do ano passado.

Além dos mandados de prisão, a operação também cumpriu 11 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça determinou ainda o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além do bloqueio de bens dos investigados.

As investigações são conduzidas pela Delegacia da Polícia Federal de São Mateus e apontam indícios da atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e empresários. Segundo a PF, o grupo teria atuado na manipulação de processos licitatórios, superfaturamento de contratos e pagamento de vantagens indevidas durante contratações ligadas à estrutura do evento.

A apuração também identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada por alguns investigados. De acordo com a Polícia Federal, há suspeitas de utilização de contas bancárias de terceiros, além do uso de operadores financeiros para movimentação de dinheiro em espécie e ocultação da origem dos recursos.

Durante a operação, mandados de busca também foram cumpridos em Linhares. Um empresário ligado ao setor de eventos e comunicação estaria entre os alvos da ação policial.

O Forró da Tábua Lascada é considerado um dos eventos mais tradicionais de Pedro Canário e reuniu milhares de pessoas durante a edição realizada em 2025, que contou com três dias de programação.

Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão em caso de condenação.

As medidas cautelares adotadas pela Justiça têm como finalidade aprofundar a coleta de provas, identificar possíveis novos envolvidos, interromper a continuidade das supostas práticas criminosas e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Prefeitura se manifesta

Em nota, a Prefeitura de Pedro Canário informou que o processo tramita sob segredo de Justiça e afirmou que acompanha o caso para obter mais informações sobre a investigação.

“O Município de Pedro Canário reitera seu compromisso com a transparência, a responsabilidade na condução da gestão pública, a verdade dos fatos e o respeito à população”, destacou a administração municipal.

Marketing de conteúdo, acadêmico de Direito e fundador do Portal de Notícias O Singular. Redator de notícias em Política, Fé e de utilidade pública.

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