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Homem apontado como articulador da morte de Jonas Soprani é condenado a quase 60 anos de prisão em Linhares

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jonas sopranni baleado

O Tribunal do Júri de Linhares condenou, nesta terça-feira (16), Genebaldo Carlos da Fonseca Júnior, de 30 anos, a 59 anos e 6 meses de prisão pela participação no assassinato do ativista político Jonas da Silva Soprani, morto a tiros em junho de 2021 no município. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Jonas Soprani era conhecido na cidade pela atuação política e pelo trabalho de fiscalização de agentes públicos. Ele foi executado a tiros em um bar, em um crime que causou grande repercussão em Linhares. Durante o atentado, uma segunda pessoa também foi baleada, mas sobreviveu.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Genebaldo teve participação direta na trama criminosa, sendo responsável por indicar os executores do homicídio e auxiliar na ocultação de provas após o crime. A investigação apontou que o assassinato foi planejado previamente e executado por terceiros recrutados para a ação.

Na sentença, o magistrado destacou que o réu exercia papel de liderança em uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas na região conhecida como “Pó do Shell”, em Linhares.

Crimes e indenizações

Genebaldo foi condenado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com emprego de meio que resultou perigo comum — além de tentativa de homicídio triplamente qualificada contra a segunda vítima, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

A decisão também determinou o pagamento de 703 dias-multa e indenizações por danos morais. Foram fixados R$ 100 mil para a esposa de Jonas Soprani e R$ 20 mil para a vítima que sobreviveu ao atentado.

Ao justificar a pena, o juiz ressaltou a gravidade dos fatos.

“O grau de reprovabilidade da conduta do acusado é extremamente elevado, haja vista a alta intensidade do dolo do agente na prática criminosa e, além disso, o crime foi praticado de maneira premeditada e refletida”, destacou o magistrado na sentença.

O juiz também citou que a atuação de Jonas como fiscalizador de agentes públicos e ativista político fez com que sua morte provocasse “considerável perturbação social” em Linhares.

Defesa vai recorrer

A defesa de Genebaldo informou que recorrerá da decisão. Os advogados sustentam que a condenação foi contrária às provas produzidas durante o processo e argumentam que os principais depoimentos que apontariam a participação do réu foram colhidos apenas na fase de inquérito policial, sem terem sido submetidos ao contraditório judicial.

Outros acusados aguardam julgamento

Além de Genebaldo, o caso possui outros três réus. O ex-vereador Waldeir de Freitas Lopes é apontado pelo Ministério Público como mandante do crime. Também respondem ao processo Cosme Damasceno, apontado como intermediário, e José Natalino Santos Mendes, indicado como executor.

Os três aguardam a análise de recursos apresentados ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) antes da realização dos respectivos julgamentos.

Marketing de conteúdo, acadêmico de Direito e fundador do Portal de Notícias O Singular. Redator de notícias em Política, Fé e de utilidade pública.

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