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Investimento em inovação gerou aumento de lucro e produtividade

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Emílio da Action

Pesquisa com 500 executivos de indústrias mostra que setor precisa apostar em novas tecnologias e processos para crescer

Investimento em inovação traz os melhores resultados. A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) encomendou uma pesquisa inédita, com 500 empresários. De acordo com esse levantamento, oito em cada dez das grandes e médias indústrias brasileiras inovaram em 2020 e 2021. E, dessa forma, obtiveram resultados positivos relativos à performance financeira, à produtividade e à competitividade.

A pandemia provocada pela COVID-19 impulsionou as grandes e médias empresas a buscarem soluções tecnológicas como forma de superarem a crise global. O levantamento da CNI, realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, mostra ainda que apenas 1% das indústrias que optaram por investimento em inovação não obtiveram resultados positivos.

É preciso melhorar

Na avaliação da Associação Capixaba de Tecnologia (Act!on), investirmento em inovação contribuiu para as indústrias superarem os desafios impostos pela crise sanitária. No entanto, os números também revelam que 51% das indústrias entrevistadas não têm um setor específico de inovação. Além disso, 63% do total não têm orçamento reservado para inovação e 65% não dispõem de profissionais exclusivos para a área.

Diretor-presidente da Act!on, Emílio Augusto Barbosa argumenta que os números comprovam a importância da inovação para as indústrias. Bem como apresenta indicadores de oportunidades para as empresas de tecnologia que precisam estar atentas às novas demandas. A pesquisa também sinaliza diretrizes para o aumento dos incentivos à inovação.

“A pesquisa da CNI é uma ferramenta que nos ajuda a entender para onde está caminhando a indústria nacional na busca pela inovação”, explica. Nesse sentido, “traz informações que nos ajudarão a entender, na função de empresários, como nos preparar para novas demandas e desafios que virão pós-pandemia”.

Para a Action, entidade representativa do setor de tecnologia do estado, a pesquisa auxilia na consolidação e orientação das ações. “Se observarmos os dados com atenção, notaremos que alguns fatores dificultaram a inovação durante esse período. E é exatamente nesse sentido que os agentes promotores da inovação têm que atuar”, observa Emílio Barbosa.

Investimento em inovação

As principais dificuldades enfrentadas em inovar durante a pandemia foram relacionadas a recursos financeiros e fontes externas, para 19% dos entrevistados. Enquanto 8% apontam a instabilidade externa; e outros 8% registram a falta de mão de obra qualificada. Por fim, para 6% o orçamento da empresa foi um dos fatores determinantes.

Os dados mostram também que apenas uma em cada quatro empresas desenvolvem algum programa ou estratégia de inovação aberta. Enquanto o índice é ainda pior se avaliadas as grandes indústrias: uma em cada três investem neste sentido.

Além disso, segundo relato dos executivos, a relação com os clientes e os processos são itens prioritários para a indústria inovar. Os dois pilares registram 18% de manifestações.

Prejuízos

A pandemia trouxe prejuízos para 79% das empresas pesquisadas. Sobretudo para a Região Nordeste, onde 93% dos negócios foram impactados. Em pimeiro lugar, a cadeia de fornecedores, a mais prejudicada, aponta 58%. Já as vendas registram um percentual de 40%. Enquanto a produção aparece com o índice de 23%.

Em contrapartida, a pesquisa revela que para 20% dos executivos, o período de pandemia pouco ou nada prejudicou.

Investimento em inovação: futuro

Para os próximos três anos, segundo os dados obtidos, 49% consideram como prioridade ampliar o volume de vendas. Da mesma forma, para 49% é preciso reduzir custos e para 41% a eficiência na produção é prioridade. 34% consideram ampliar o volume de produção e 27% entendem que é preciso fabricar novos produtos.

Igualmente, outro dado relevante manifestado pelos executivos está relacionado ao que consideram mais importante no pós-pandemia: 36% deles entendem que o mais importante é inovar na relação com o consumidor. Já 35% entende ser necessário focar atenção em processos; e 31% inovar na produção.

Na opinião da maioria, a relação com os novos sistemas de trabalho é prioridade para a indústria inovar. Assim, seis em cada 10 empresas implementaram sistemas de segurança da informação e 63% investiram em ferramentas de automação.

O Instituto FSB Pesquisa entrevistou 500 executivos de empresas industriais de médio e grande porte. Assim, compôs amostra proporcional em relação ao quantitativo total de empresas industriais desses portes em todos os estados brasileiros. As entrevistas foram realizadas de 1 a 23 de setembro.

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